SEÇÃO ARTIGOS PARA PROFISSIONAIS
Artigo Publicado na Revista Reichiana do Instituto Sedes Sapientiae, n 15, 2006, p 47-55 Artur
Thiago Scarpato**
“A
vida diária envolve a criação de diferentes configurações somáticas para
lidar com a variedade de mudanças das circunstâncias
externas”
(KELEMAN, [1987]1995, p 27). Assim começa o segundo capítulo de um dos
livros mais importantes de Keleman, “Corporificando a Experiência”. Nesta afirmação
podemos ver como o comportamento é visto por Keleman a partir das
organizações somáticas, que são inseparáveis das outras esferas da
experiência humana. A clássica separação entre as esferas cognitiva,
afetiva e motora perde espaço nesta visão integrada. Keleman elege o
acesso à organização somática como via privilegiada para se trabalhar com
a experiência humana, acreditando através deste trabalho estar articulando
todas as camadas da existência.
Keleman ([1979]1994, [1985]1992, [1989]1997, [1999]2001) propõe olhar a
vida a partir do processo
formativo, um processo de contínua criação de formas somáticas, uma
anatomia do desenvolvimento que nunca pára e atravessa toda a vida. O
processo formativo está afinado com o mesmo princípio que move o processo
evolutivo das espécies, uma capacidade de criação de formas e estratégias
para a ampliação da função vida. A
perspectiva formativa aponta que a vida é movida pelos processos de
diferenciação, crescimento e complexificação em direção ao futuro, criando
novas formas somáticas e comportamentos para dar conta dos desafios que a
vida apresenta. Este processo depende da interação constante entre forças
biológicas, ambiente e subjetividade. (pág 48**)As formas somáticas manifestam a passagem da motilidade à
mobilidade, da pulsação ao movimento: “Sabe-se que o cérebro converte
excitação em comportamento, direcionando-a ou evocando certos
comportamentos passados” (KELEMAN, [1987]1995, p 86). Este processo
que vai da excitação à ação
contém etapas, e sob influência de Nina Bull (1962, 1968), Keleman vai
elaborar a sua fórmula do comportamento em três tempos: “Em primeiro
lugar, há um padrão organísmico geneticamente herdado, depois uma
preparação para a ação e, finalmente, a ação propriamente dita”
(KELEMAN, [1979]1994, p 38). Os
comportamentos se iniciam a partir de padrões inatos, um repertório
evolutivo que manifesta os caminhos seguidos pela vida e que oferece
direções de comportamentos futuros. Há padrões inatos de emoções como
tristeza, raiva, alegria e medo, assim como há padrões inatos de ações
como buscar, agarrar, trazer, empurrar, esperar,
receber e dar (KELEMAN,
[1985]1992, [1994]1996, [1996]1996). Estes padrões inatos oferecem as
trilhas básicas a serem percorridas pelas marés pulsatórias na formação
contínua do organismo. A partir dos padrões inatos, organizam-se os padrões
secundários, um momento intermediário de pré-organização do comportamento,
que Keleman denomina como forma somática (KELEMAN, [1975]1996;
[1979]1994). Este padrão secundário pode ser moldado e influenciado pelas
ocorrências do desenvolvimento, como as experiências vinculares e a
educação, assim como também pode ser influenciado
volitivamente. A raiva, por exemplo, pode ser expresso sob a forma explosiva
de um grito, com uma voz moderadamente dura ou apenas com um olhar de
desaprovação. São diferentes graus da forma somática modulando o padrão da
emoção. Há um intervalo entre a afetação de um encontro e a consequente
ação no mundo. Neste intervalo se organizam as formas somáticas,
preparando comportamentos e atitudes com suas diversas manifestações
cognitivas e afetivas. Neste processo podemos ir além do pré-programado e
entrar num campo potencial, mais indeterminado, que permite a modulação e
a criação de “respostas do self antes inexistentes” (KELEMAN,
[1989]1997, p 13), um processo que já havia sido apontado por Bergson
([1939]1990, [1941]2001). Impulsionadas
pelas marés pulsatórias e pelos padrões inatos, as formas somáticas vão se
singularizando em cada organismo humano, se construindo na interação com
as forças sociais, com os eventos da existência e vão se refinando com as
regulações subjetivas que participam deste processo complexo de construção
da vida. As formas (pág 49)
somáticas emergem
das experiências do organismo no mundo, como modos de organizar a
experiência interna e preparar respostas aos desafios que se apresentam.
O terceiro tempo do comportamento, a ação, emerge deste
processo complexo de construção e autodiálogo do organismo em suas
interações na vida. Padrões de Distresse: Limitações ao Processo
Formativo
Se por um lado a forma somática pode expressar a pulsação
interna, por outro pode restringi-la e determiná-la. Quando as formas se
estabilizam, podem moldar e limitar as possibilidades de pulsação e vida
emocional. Por exemplo, uma forma somática com o peito cronicamente
inflado e duro, cabeça erguida, pernas tensas e abdome contraído pode
levar a estados constantes de orgulho e superioridade, ao mesmo tempo que
impede a vivência de outros estados afetivos, como experiências suaves e
ternas. Como diz Luce (1975, p 16): “Nossa experiência desenvolve
estrutura e a nossa estrutura limita a nossa experiência”.
Ao longo da vida as formas somáticas vão se estabilizando por
dois processos: por uma estabilização progressiva decorrente da
repetição de experiências vinculares e por uma cristalização devido
a experiências excessivas ou traumáticas Toda
situação vivida gera excitação e forma. Algumas vezes a excitação
ultrapassa o limiar de tolerância, disparando alterações emergenciais das
formas somáticas que visam limitar os efeitos devastadores do excessivo
(KELEMAN,
[1985]1992; SCARPATO, 2001a). Nestas situações, as principais respostas de
alteração dos tecidos do corpo são: (1) enrijecer para controlar as
próprias reações, (2) densificar para isolar a excitação, (3)
inflar para diluir ou vazar a excitação no ambiente, ou (4)
colapsar, diminuindo a pulsação. Em
situações normais, o organismo lança mão de alguma destas respostas de
proteção frente a um desafio intenso, voltando ao seu estado habitual de
pulsação e forma após um certo tempo. Porém, em situações extremas, pode
haver uma paralisação do organismo num dos quatro padrões de
distresse: rígido, denso, inflado e colapsado (KELEMAN,
[1985]1992, [1989]1997). Os padrões de distresse paralisam o processo formativo, impedindo a criação de novas respostas e comportamentos para lidar com as diferentes situações. Este é o momento de se intervir na clínica, pois “a patologia começa quando há uma incapacidade para desorganizar uma forma” (KELEMAN, [1996]1996, p 122). (pág 50)
O intervalo de tempo entre a pré-organização de um
comportamento e o seu ato expressivo permite a percepção do que se sente,
a sensação do “ser movido” internamente. Este intervalo permite ativar um
processo de autogerenciamento, onde é possível identificar e modular as
próprias formas somáticas, participando ativamente da construção da
própria existência (KELEMAN, [1987]1995; SCARPATO,
2005). O sentido de autogerenciamento em Keleman está longe de ser uma
proposta de autocontrole, mas em saber dialogar com a experiência interna
e com as forças que nos ultrapassam e nos movem, de modo a desenvolver uma
capacidade de reconhecer e influenciar estes
processos. Para desenvolver um bom autodiálogo é necessário encontrar uma
linguagem que se aproxime da experiência. A proposta kelemaniana é
encontrar esta linguagem na qual a experiência se organiza, uma linguagem
não analítica, atenta às modulações de pressão, tensão e excitação,
próxima da organização somática da experiência subjetiva. Nas palavras de
Keleman ([1987]1995, p 37): “o processo do COMO imita nosso modo
natural de funcionar. Ao enfatizar padrões internos de apertar,
pressionar, relaxar, adquirimos conhecimento sobre excitação, estímulo e
sentimentos”. Agir sobre o processo organizador da experiência implica em
agir sobre os padrões de ação e movimento, pois em última instância “o
self é uma organização progressiva de contínuas ações musculares chamados
padrões motores” (KELEMAN, [1987]1995, p 42). Pela ação modulatória
sobre as próprias formas somáticas nos tornamos capazes de reconhecer com
mais clareza nossas respostas e influir sobre as nossas experiências
subjetivas e nosso comportamento. Como diz Keleman ([1994]1996, p 57),
“o cérebro volitivo tem uma influência sobre nossas posturas sociais e
nossos padrões instintivos de re-produção. A prática do Como faz uso dessa
função inata, que é uma parte essencial do nosso
autogerenciamento”. O pensamento kelemaniano volta-se para o “como” os
comportamentos se organizam e não apenas para as suas causas ou
finalidades. O processo do Como pode ser diferenciado em cinco
etapas, o que leva Keleman a denominar este trabalho de Método dos Cinco
Passos (KELEMAN, [1987]1995). O Método dos
Cinco Passos permite o reconhecimento, a desorganização e a reorganização
das atitudes somático-emocionais. É um modo de influenciar e transformar a
organização somática dos sentimentos, crenças, pensamentos e
comportamentos; um método para se trabalhar com as (pág
51)
experiências subjetivas organizadas somaticamente (KELEMAN, [1987]1995,
[1989]1997, [1994]1996, [1996]1996, 2005). Nas palavras de Keleman ([1979]1994, p 40), os Cinco Passos são
“um exercício, um auto-treinamento no processo de reconhecer que
palavras e imagens estão conectadas a padrões musculares, confirmar que o
corpo fala e perceber que a fantasia é uma preparação para a
ação”.
No Método dos Cinco Passos temos: Passo 1 - imagem ou situação a ser
trabalhada Passo 2 - discriminação e intensificação da organização
somática, o que permite o reconhecimento dos esboços de ação organizados,
dos afetos e estados cognitivos. Permite a identificação dos padrões de
ação e vínculo. Passo 3 - desorganização volitiva e gradual da forma
somática Passo 4 - receptividade aos efeitos da desorganização, deixando
surgir outros lados da experiência que estavam impedidos pela forma
somática, como sentimentos, lembranças, imagens,
etc. Passo 5 – momento das respostas a partir da experiência dos
passos anteriores, podendo surgir diferenciações da forma ou a volta aos
padrões conhecidos.
a) Do Passo Um ao
Passo Dois O Passo Um é o início, a escolha da questão que vai ser
trabalhada, de se acessar a história, as lembranças e os afetos
relacionados à situação. Quando a pessoa se imagina numa situação, emergem respostas
automáticas em seu corpo, há uma passagem da imagem à organização
muscular. Esta transição demanda um direcionamento da atenção para o
corpo, para observar a forma somática se organizando. É necessária uma
atitude de atenção receptiva, que procura acolher a emergência da forma
somática. Na passagem para o Passo Dois há uma ampliação, da imagem
mental à imagem orgânica, à forma somaticamente organizada. As perguntas a
se fazer são: Como eu faço isto somaticamente? Como eu me uso para
fazer isto? Na passagem do Passo Um para o Passo Dois há a integração da
forma somática com o contexto vivencial. A pessoa não apenas se percebe
vivendo uma situação, mas identifica como se organiza somaticamente
para lidar com a situação vivida. As formas somáticas são sempre
contextualizadas com o ambiente, os vínculos e a história de vida
(KELEMAN, [1989]1997, SCARPATO, 2001b). A partir da discriminação da forma somática, inicia-se um
processo mais ativo de intensificação volitiva da organização da forma, um
fazer mais o que o corpo já está fazendo. Neste
momento podem emergir imagens (pág 52)
mentais, pensamentos, verbalizações internas e sentimentos
relacionados à forma somática organizada. Há uma ampliação, da experiência
somática aos concomitantes afetivos e
cognitivos. No Passo Dois “começamos a ter uma experiência direta de
como organizamos nossa expressão inconsciente” (KELEMAN, [1994]1996, p
57), começamos a perceber como projetamos o passado sobre o presente, em
que lugar colocamos os outros e a nossa atitude frente ao
mundo. A percepção discriminada das formas somática permite o
reconhecimento dos esboços motores de ação, a dimensão intencional ainda
não realizada do comportamento. Como diz Keleman ([1987]1995, p 25), as
“contrações musculares são o diálogo que constrói a imagem das
intenções”.
b) Do Passo Dois ao Passo Três A intensificação da forma somática no Passo Dois propicia uma
discriminação mais apurada de como esta é organizada, um fator importante
para se saber como desorganizar a forma no Passo
Três. A sanfona é um
instrumento musical que produz sons a partir das diferentes modulações de
tensão e pressão interna. A imagem da sanfona é a metáfora escolhida por
Keleman ([1987]1995) para se referir ao processo organizador e às
possibilidades de influenciá-lo. Os Passos Dois e Três são a essência da sanfona, o momento de
intensificar e desintensificar a forma somática, fazer mais e fazer menos.
Estes dois passos “visam dramatizar a experiência do nosso corpo
oculto, emocional” (KELEMAN, [1994]1996, p
57). No terceiro passo, “desorganizamos a postura contraída pouco
a pouco, passo a passo. Esse fazer menos não significa ‘soltar’ ou
‘relaxar’. A desorganização é um ato gerenciado, volitivo; é para ser
experienciado” (KELEMAN, [1994]1996, p
57). Desorganizar a forma gradativamente torna possível experimentar os diversos graus da forma, percebendo o continuum da organização do comportamento.
c) Do Passo Três ao Passo
Quatro As formas somáticas estabilizadas moldam as possibilidades da
experiência, sustentam modos de presença no mundo, com padrões de sentir e
perceber a si mesmo e ao mundo. Desorganizar a forma é abrir-se a novas
experiências, abrir as portas para novas associações, lembranças,
sensações e sentimentos que estavam limitados pelos padrões de organização
anteriores. O quarto passo
é o momento de recepção, de acolher os efeitos da desorganização dos
padrões de ação, uma situação em que tempo e espaço (pág
53)
estão dilatados, em que a ação cede terreno à receptividade, em que “o
inconsciente torna-se mais consciente” (KELEMAN, [1987]1995, p
62). No Passo Quatro “você está entre o que acabou e o que ainda
não chegou, num espaço fecundo” (KELEMAN, [1987]1995, p
29). O Quarto Passo é também o momento de incubação, em que podem
brotar imagens de caminhos futuros, sonhos e
possibilidades. d) Do Passo Quatro ao Passo
Cinco Do estado de abertura do quarto passo, chega a hora de retornar
ao mundo, o momento do quinto passo. Na passagem do Passo Quatro para o Passo Cinco, “sentimentos
e sensações internas predominam, as cenas e os símbolos se reduzem, e
insights e imagens confluem como padrões de ação motora. Esse hiato
organiza novas respostas às situações” (KELEMAN, [1987]1995, p
29). No Quinto Passo pode-se organizar uma nova forma com
diferenciações em relação às formas e padrões anteriores, ou pode-se
retornar ao padrão anterior conhecido. A seqüência toda dos Cinco Passos precisa ser praticada e repetida, para se aprofundar a experiência e permitir a desconstrução e reconstrução somática dos modos de presença no mundo.
O Método dos Cinco Passos permite “conectar padrões
musculares a estados emocionais, a imagens e a pensamentos que os
acompanham” (KELEMAN, [1989]1997, p 66). O Método permite realizar uma
integração entre as experiências cognitivas, afetivas, cinestésicas e
proprioceptivas, unindo as diferentes camadas do
organismo. Nos Cinco Passos “desenvolvemos a habilidade de afetar o que fizemos inconscientemente” ativando um “diálogo interno entre corpo inconsciente e corpo consciente” (KELEMAN, [1994]1996, p 57)
. “Pensamos em memória como uma coleção de imagens, situações e emoções, uma espécie de holograma do evento. Para produzir esta experiência holográfica evocamos um padrão muscular antigo, juntamente com suas associações emocionais. Ao re-experimentar esses padrões e associações, produzimos imagens internas para representar o evento. Esta ação de evocar é memória motora” (KELEMAN, [1987]1995, p 42) .
No manejo dos
Cinco Passos trabalhamos com a história vivida somaticamente, com todos os
acontecimentos, padrões de distresse, padrões de ação e vinculação.
Trabalhar com as formas somáticas é (pág
54)
trabalhar com as
memórias motoras do vivido. Ao reorganizarmos as formas somáticas, abrimos
possibilidades de criação e diferenciação para a continuidade do processo
formativo. O
Método dos Cinco Passos traz uma contribuição importante para a área da
Psicologia ao propor um caminho de transformação que vai além da catarse e
do insight. Nem sempre há uma reorganização para um estado melhor após uma
catarse; do mesmo modo, o insight pode ser insuficiente para produzir
mudanças, por não permitir um aprendizado sobre a própria organização do
comportamento (KELEMAN,
[1987]1995). O Método dos Cinco Passos permite reconhecer a organização
somática dos padrões de comportamento, desorganizar seus limites, acessar
aspectos profundos da experiência subjetiva, acompanhar as formas
emergentes e repeti-las ativamente para a criação de novos
padrões. O Método dos Cinco Passos constitui, ao mesmo tempo, um método
de investigação e um método de transformação. Suas aplicações podem ser
múltiplas, podendo ser utilizado em psicoterapia, em supervisão, em
pesquisa e como um instrumento de autogerenciamento ao longo da
vida. Referências Bergson, Henri (1939/1990) Matéria e Memória, São Paulo,
Martins Fontes ____________ (1941/2001) A Evolução Criadora, Lisboa,
Edições 70 Bull, Nina (1962). The Body and Its Mind. _________
(1968).
The Attitude Theory of Emotion. New York, Johnson
Corp. Keleman,
Stanley ([1975] 1996). O
corpo diz a sua mente,
São Paulo, Summus ___________ ([1979]1994). Realidade Somática, São Paulo,
Summus ___________ ([1985]1992). Anatomia Emocional, São Paulo,
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Paulo, Summus ___________ ([1989]1997). Padrões de Distresse, São Paulo,
Summus ___________ ([1994]1996). Amor, in: Keleman, S. (1996) Amor e Vínculos, São Paulo,
Summus. __________ ([1996]1996). Vínculos, in: Keleman, S. (1996) Amor e Vínculos, São Paulo,
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Summus __________
(2005). The Formative Method: How We Voluntarily Influence Being
Present in the World. Disponível
em: http://www.centerpress.com/html/theformativemethod.html
Acesso em 20/01/2005. (pág 55)Luce,
Gay (1975). Introduction.
In: Keleman, S. (1975). The Human Ground. Center Press, Scarpato, Artur (2001a). O estranho que me habita: a Síndrome
do Pânico numa Perspectiva Formativa, Revista Reichiana, São Paulo,
n 10, p. 50-66. _________ (2001b) Transferência Somática: A dinâmica formativa
do vínculo terapêutico, Revista Hermes, São Paulo, n 6, p.
107-123. __________ (2005). Introdução à Psicologia Formativa de Stanley
Keleman, Revista Psicologia Brasil, ano 3, n 27, p
30-31.
Notas:
* Este texto pode ser parcialmente reproduzido desde que se faça a referência do autor e da fonte. **(p.___) Os parênteses marcam o início da página na publicação impressa, para fins de citação.
* *
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